- O que é o mais importante na vida?
- A vida. Manda outra.
- Quem é você?
- Você.
Algumas perguntas já nasceram respostas. Respostas que não explicam nada, mas respondem.
Quem quer explicações deve pedir explicações e não fazer perguntas.
Formular boas perguntas é muito mais difícil do que respostas, nunca muito boas, apesar de bem intencionadas.
Respostas são medíocres perto das perguntas, e de boa intenção o inferno está cheio.
Explicações fazem parte de outra categoria, da família dos esclarecimentos, comum nas pessoas que dão satisfações.
- E quem não se satisfaz?
- A absoluta maioria dos que respondem e, principalmente, dos que perguntam. Satisfeito?
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
...e conheço a História do início ao fim
Em maio fiz algumas previsões aqui no blog para o Campeonato Brasileiro de 2009. De posse de uma metodologia científica no mínimo irrefutável apontei alguns dos times que brigariam pelo título e equipes que seriam rebaixadas.
Apesar de minha metodologia ser científica e irrefutável, os times não foram nada científicos e irrefutáveis e contrariaram alguns dos meu prognósticos certeiros. O Atlético Mineiro, por exemplo. Coloquei o Galo no Z4 sem nenhum problema de consciência e fui surpreendido pela melhor campanha alvinegra desde 1999, ano em que perdeu o título para o Corinthians. O Atlético não irá para a Libertadores, é fato, mas fica a promessa de mais um grande elenco (com o atacante Marques na esquerda) para o Brasileiro de 2019.
Sobre a Série B 2010, estava convicto de que ao menos um carioca seria rebaixado. Estava escrito nas estrelas. Os números me apontaram erradamente o Flamengo. Por mais primário que isso possa parecer, o Fred e o Parreira me confundiram e cheguei a acreditar que o Fluminense faria uma boa campanha. É bem verdade que escrevi o texto de maio após uma vitória de 1 a 0 do Tricolor Carioca sobre o São Paulo.
Por total desconhecimento, errei também em relação ao Barueri que, ao contrário do que imaginava, não será rebaixado e tem estrutura superior a de Atlético Mineiro e Flamengo juntos.
Fora esses pequenos desvios que podem ser colocados dentro da margem de erro da pesquisa, daí para frente é só acerto. Continuo minha aposta de que o título será do Cruzeiro. A diferença é que, a essa altura e após a vitória épica contra o Santo André, desconfio que o caneco poderá ser entregue com uma rodada de antecedência.
Palmeiras de fato faz boa campanha. Errei em achar que o comando do Luxemburgo seria o responsável por isso, mas acertei no bom desempenho da equipe alviverde. Já apostar em uma boa campanha do São Paulo não foi tão difícil assim. Mais uma vez, o time do Morumbi se mostra um especialista em pontos corridos mesmo após a saída do tricampeão Muricy Ramalho.
Como previa, os dois gaúchos (o Inter mais que o Grêmio) estão nas primeiras colocações e são times difíceis de ser batidos. Nenhum dos dois estará na Libertadores do ano que vem, mas vão tirar pontos importantes do pessoal da ponta de cima da tabela.
Terminado o falatório, vamos ao que interessa: números, prognósticos, ciência pura, irrefutável.
Os primeiros colocados do Brasileirão 2009 serão:
1-Cruzeiro (Campeão – Viva, viva!)
2- Palmeiras
3- São Paulo
4- Flamengo
Os rebaixados do Brasileirão 2009 serão:
17- Coritiba
18- Santo André
19- Fluminense
20- Náutico
Apesar de minha metodologia ser científica e irrefutável, os times não foram nada científicos e irrefutáveis e contrariaram alguns dos meu prognósticos certeiros. O Atlético Mineiro, por exemplo. Coloquei o Galo no Z4 sem nenhum problema de consciência e fui surpreendido pela melhor campanha alvinegra desde 1999, ano em que perdeu o título para o Corinthians. O Atlético não irá para a Libertadores, é fato, mas fica a promessa de mais um grande elenco (com o atacante Marques na esquerda) para o Brasileiro de 2019.
Sobre a Série B 2010, estava convicto de que ao menos um carioca seria rebaixado. Estava escrito nas estrelas. Os números me apontaram erradamente o Flamengo. Por mais primário que isso possa parecer, o Fred e o Parreira me confundiram e cheguei a acreditar que o Fluminense faria uma boa campanha. É bem verdade que escrevi o texto de maio após uma vitória de 1 a 0 do Tricolor Carioca sobre o São Paulo.
Por total desconhecimento, errei também em relação ao Barueri que, ao contrário do que imaginava, não será rebaixado e tem estrutura superior a de Atlético Mineiro e Flamengo juntos.
Fora esses pequenos desvios que podem ser colocados dentro da margem de erro da pesquisa, daí para frente é só acerto. Continuo minha aposta de que o título será do Cruzeiro. A diferença é que, a essa altura e após a vitória épica contra o Santo André, desconfio que o caneco poderá ser entregue com uma rodada de antecedência.
Palmeiras de fato faz boa campanha. Errei em achar que o comando do Luxemburgo seria o responsável por isso, mas acertei no bom desempenho da equipe alviverde. Já apostar em uma boa campanha do São Paulo não foi tão difícil assim. Mais uma vez, o time do Morumbi se mostra um especialista em pontos corridos mesmo após a saída do tricampeão Muricy Ramalho.
Como previa, os dois gaúchos (o Inter mais que o Grêmio) estão nas primeiras colocações e são times difíceis de ser batidos. Nenhum dos dois estará na Libertadores do ano que vem, mas vão tirar pontos importantes do pessoal da ponta de cima da tabela.
Terminado o falatório, vamos ao que interessa: números, prognósticos, ciência pura, irrefutável.
Os primeiros colocados do Brasileirão 2009 serão:
1-Cruzeiro (Campeão – Viva, viva!)
2- Palmeiras
3- São Paulo
4- Flamengo
Os rebaixados do Brasileirão 2009 serão:
17- Coritiba
18- Santo André
19- Fluminense
20- Náutico
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Dolores
Sinto uma dor chata na cutícula do dedo fura-bolos da mão esquerda. Toda vez que pego alguma coisa, dói. Estou também com um roxo na coxa, resultado de uma bolada na pelada de sábado. O estresse tem me dado umas feridinhas no couro cabeludo que incomodam bastante também.
Triste, né? Nem tanto. Não me lembro de um dia sequer da minha vida em que não estivesse sentindo alguma dor ou incômodo. Algumas verdades contribuem para isso. Fui uma criança ativa, sou desastrado, não sou alguém que se diga “nossa, como é forte ele” etc. A constatação não muda meu apreço pela minha pessoa e a certeza de que não trocaria minha vida por nada. É justamente nesse ponto em que quero chegar. Não é porque dói que é ruim. Ruim é não sentir nada. Dor é vida.
O raciocínio é bastante primário, eu sei. Colocar esse pensamento em prática que é complexo, pois fugimos da dor como o...ah, deixa para lá. Pesquisa inventada por mim nesse instante aponta que 80% dos avanços tecnológicos buscam a redução de esforço da humanidade. Exemplos: controle remoto, computador, poltrona massageadora, Google, namoro virtual e isqueiro.
Encontrar a felicidade por esse caminho só é possível nos comerciais de televisão que vendem quinquilharias como se estivessem vendendo uma cobertura no setor Noroeste do Paraíso. É por isso que a maioria das propagandas não passa de 30 segundos. Não dá para sustentar uma mentira estúpida por mais tempo que isso.
Vida para ser vida tem que ter graça e para ter graça tem que ter algum risco. O risco de morrer, por exemplo. Tem gente que leva isso ao extremo sendo piloto de Fórmula 1, técnico da Seleção ou juiz de futebol. Está bem que não precisa ser um risco tão iminente assim. Levantar da cama e ir para o trabalho todos os dias já é bastante desafiador.
A felicidade é uma música. A dor faz o papel do contrabaixo, constante e grave. Ele é quem dá o tom. O prazer, nesse caso, não chega a ser nem mesmo uma nota musical. É uma pausa. Também é importante para a música, mas uma melodia que só tenha pausa não existe. É silêncio. É sem graça.
Triste, né? Nem tanto. Não me lembro de um dia sequer da minha vida em que não estivesse sentindo alguma dor ou incômodo. Algumas verdades contribuem para isso. Fui uma criança ativa, sou desastrado, não sou alguém que se diga “nossa, como é forte ele” etc. A constatação não muda meu apreço pela minha pessoa e a certeza de que não trocaria minha vida por nada. É justamente nesse ponto em que quero chegar. Não é porque dói que é ruim. Ruim é não sentir nada. Dor é vida.
O raciocínio é bastante primário, eu sei. Colocar esse pensamento em prática que é complexo, pois fugimos da dor como o...ah, deixa para lá. Pesquisa inventada por mim nesse instante aponta que 80% dos avanços tecnológicos buscam a redução de esforço da humanidade. Exemplos: controle remoto, computador, poltrona massageadora, Google, namoro virtual e isqueiro.
Encontrar a felicidade por esse caminho só é possível nos comerciais de televisão que vendem quinquilharias como se estivessem vendendo uma cobertura no setor Noroeste do Paraíso. É por isso que a maioria das propagandas não passa de 30 segundos. Não dá para sustentar uma mentira estúpida por mais tempo que isso.
Vida para ser vida tem que ter graça e para ter graça tem que ter algum risco. O risco de morrer, por exemplo. Tem gente que leva isso ao extremo sendo piloto de Fórmula 1, técnico da Seleção ou juiz de futebol. Está bem que não precisa ser um risco tão iminente assim. Levantar da cama e ir para o trabalho todos os dias já é bastante desafiador.
A felicidade é uma música. A dor faz o papel do contrabaixo, constante e grave. Ele é quem dá o tom. O prazer, nesse caso, não chega a ser nem mesmo uma nota musical. É uma pausa. Também é importante para a música, mas uma melodia que só tenha pausa não existe. É silêncio. É sem graça.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Conceitos
Ansiedade é quando fecho os olhos e enxergo um ponto de exclamação gigante e branco em vez de breu.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Brasil campeão, Robinho de quarentena
A Espanha, conhecida como o “Fluminense da Europa”, foi eliminada na quarta-feira (24) pela seleção dos Estados Unidos da Copa das Confederações: 2 a 0. Os estadunidenses ganharam apenas do Egito na primeira fase. Com três pontos e melhor saldo de gols, foram os menos piores das equipes que restaram no grupo do Brasil.Por falar em gols, o Brasil fez três contra os EUA na fase de grupos. Um passeio. Tudo indica que a seleção brasileira ganhará o torneio na África do Sul com o pé nas costas e jogando bem.
Só que “tudo indica” é termo que não se usa em futebol. Torço para que a soberba do elenco da Copa de 2006 não tome conta de jogadores e comissão técnica novamente. Nunca é demais lembrar que vitórias são alcançadas apenas com trabalho e seriedade. Para eliminar qualquer risco do “já ganhou” voltar, o Ministério do Esporte poderia ter recomendado ao Robinho período de quarentena após a vitória contra a Itália por 3 a 0.
Isolado em um antigo castelo da região central da Inglaterra, o Rei das Pedaladas ficaria impedido de acessar a internet, ler jornais, receber telefonemas, assistir televisão e tocar pagode até desinflar por completo. Com os pés no chão novamente e sem correr o risco de contaminar os demais atletas canarinhos, voltaria aos treinos em Manchester.
Também não dá para achar que a Copa das Confederações é mais importante que a Taça Guanabara, que apesar do nome pomposo, consiste no primeiro turno do Campeonato Carioca. O torneio da África do Sul é tão treinamento e irrelevante quanto. Não serve de parâmetro para nada, muito menos para a Copa do Mundo do ano que vem – principal competição esportiva do planeta. De qualquer forma, é feio não ganhar.
A armadilha da Copa das Confederações é reservada justamente aos vitoriosos. Tendem a ficar cegos quanto ao nível dos adversários da Copa do Mundo do ano seguinte. Por isso, o apelo é para os jogadores, a começar por Robinho – que tem imunidade mais baixa a elogios –, não acharem que são melhores do que são.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Parabéns, Francisco!
Chico Buarque de Hollanda comemora hoje 65 anos de vida. Nasceu no Rio de Janeiro, em 19 de junho de 1944. Em homenagem a esse que, sem dúvida, é um dos grandes “Chicos” da humanidade, apesar de não ser o meu preferido, reproduzo a seguir trecho de entrevista concedida por Pixinguinha, em 22 de abril de 1968, a Hermínio Bello de Carvalho, Jacob do Bandolim e Ricardo Cravo Albin para o Museu da Imagem e do Som - RJ. Durante o bate-papo, o autor de Carinhoso responde com muito cuidado o que acha dos novos talentos da música popular brasileira e faz uma deferência especial àquele rapaz de quase 24 anos (caramba!) chamado Francisco.
Qual o compositor da nova geração que você mais admira?
Pelo amor de Deus, não me faça essa pergunta, porque eu gosto de todo mundo. Não tenho inimigos e se os tiver, são gratuitos. Agora, compositor é difícil. Ele pode fazer uma composição e não ser boa, mas a segunda pode ser de alto nível. Cada um tem o seu modo de fazer e eu tenho o meu de apreciar, de sentir, como vocês têm os seus. Vocês podem gostar de uma outra composição, eu posso não gostar, mas posso gostar de outra do mesmo autor. É muito confuso...
Pelo sentimento, vamos dizer assim, qual seria o seu preferido: Edu Lobo, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Marcos Valle, Chico Buarque de Holanda...?
Bem, o Chico Buarque é bom. Eu sinto mais. Os outros são grandes, mas estão fazendo um negócio que vem lá “de fora”. Não está dentro do meu modo de sentir, porque eu sou carioca e o que está mais chegado ao meu coração é o Chico Buarque de Hollanda.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Travessias e travessuras
´Caminhar no Plano Piloto tem ao menos duas conseqüências diretas: Quando é tempo de seca, sujar o sapato de poeira; quando a época é de chuva, sujar o sapato de barro. A cidade é linda, mas planejada para o deslocamento de motoristas e só. Não falo aqui de passear pelo Parque da Cidade ou Parque Olhos D'Água, mas das andanças do cotidiano. Chegar à parada de ônibus. Subir para a W3. Descer para a L2. Atravessar o Eixão.
Um dia desses, vi uma mulher indo das 200 para as 100 pelo caminho dos carros, debaixo dos eixos, por entre as tesourinhas. Sem dúvida, a pior opção para quem quer chegar ileso ao outro lado. Mais complicado, apesar de menos perigoso, que cruzar o Eixão, onde os atropelamentos são fatais.
É verdade que, atualmente, sou muito mais motorista do que pedestre ou passageiro do Grande Circular. Mas, em um dia sem carro, resolvi ir a pé da Torre de TV para o início da Asa Norte, ali pelas 900, perto do prédio da Radiobras.
Já era noite e a iluminação não era assim “nossa, quanta claridade”. No mais, me diverti. Em parte do percurso, voltei a ser criança e imaginei ser um equilibrista na corda bamba. A diferença é que, se caísse, não teria rede de segurança. Do lado direito do meio-fio alto em que me arriscava, os carros passavam tirando fino. Do lado esquerdo, muita terra a espera de uma calçada. Graças a Deus, não foi dessa vez que decepcionei o respeitável público. Consegui seguir até o fim sem falhar nenhuma vez.
Mais a frente, um novo picadeiro – atrás do Venâncio 3000 (atual Shopping ID). O desafio agora consistia em me manter de pé em um terreno íngreme. O único vestígio de civilização por ali era o carreiro fundo feito ao longo dos anos pelos pedestres que utilizam diariamente o caminho sem perspectiva de calçamento.
Cheguei são e salvo ao meu destino. Um pouco sujo, mas vivo. Isso é o que importa. Apesar de não estar entre as maiores mazelas minhas nem da população brasiliense, a falta de atenção aos andantes incomoda.
Um dia desses, vi uma mulher indo das 200 para as 100 pelo caminho dos carros, debaixo dos eixos, por entre as tesourinhas. Sem dúvida, a pior opção para quem quer chegar ileso ao outro lado. Mais complicado, apesar de menos perigoso, que cruzar o Eixão, onde os atropelamentos são fatais.
É verdade que, atualmente, sou muito mais motorista do que pedestre ou passageiro do Grande Circular. Mas, em um dia sem carro, resolvi ir a pé da Torre de TV para o início da Asa Norte, ali pelas 900, perto do prédio da Radiobras.
Já era noite e a iluminação não era assim “nossa, quanta claridade”. No mais, me diverti. Em parte do percurso, voltei a ser criança e imaginei ser um equilibrista na corda bamba. A diferença é que, se caísse, não teria rede de segurança. Do lado direito do meio-fio alto em que me arriscava, os carros passavam tirando fino. Do lado esquerdo, muita terra a espera de uma calçada. Graças a Deus, não foi dessa vez que decepcionei o respeitável público. Consegui seguir até o fim sem falhar nenhuma vez.
Mais a frente, um novo picadeiro – atrás do Venâncio 3000 (atual Shopping ID). O desafio agora consistia em me manter de pé em um terreno íngreme. O único vestígio de civilização por ali era o carreiro fundo feito ao longo dos anos pelos pedestres que utilizam diariamente o caminho sem perspectiva de calçamento.
Cheguei são e salvo ao meu destino. Um pouco sujo, mas vivo. Isso é o que importa. Apesar de não estar entre as maiores mazelas minhas nem da população brasiliense, a falta de atenção aos andantes incomoda.
´
O percurso que fiz deve estar no máximo três quilômetros distante do Palácio do Buriti, antiga sede do governo local, ao lado do Setor Hoteleiro da cidade. Se Brasília tivesse Centro, o meu trajeto teria sido feito nele. Se é assim que a banda toca por aqui, imagine o grau de abandono de regiões como Itapuã, Varjão, Estrutural, Arapoanga e outros lugares do Distrito Federal que só conhecemos os nomes por conta dos itinerários dos ônibus.
Travessia do Eixão
Composição: Nicolas Behr
Travessia do Eixão
Composição: Nicolas Behr
Nossa Senhora do Cerrado
Protetora dos pedestres
Que atravessam o eixão
Às seis horas da tarde
Fazei com que eu chegue são e salvo
Na casa da Noélia
Nonô Nonô Nonô Nonônô ...
Assinar:
Postagens (Atom)
